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Por Victor Emanuel

Lev Davidovitch Bronstein, vulgo Leon Trótski, foi um revolucionário marxista judeu-ucraniano nascido em 1879, numa pequena aldeia da Província de Kherson, no então Império Russo, e assassinado em Coyoacán, México, no ano de 1940, com uma picaretada na cabeça, por ordem de seu arquirival Iossif Vissarionovitch Djugashvili, dito Stálin. O autor do crime foi o agente estalinista Ramón Mercader, de nacionalidade espanhola.
Trótski, que certa vez afirmou que “Para cada revolucionário morto mataremos cinco contra-revolucionários”, foi, como fundador e líder máximo do Exército Vermelho, o responsável pelo extermínio de milhões de pessoas durante a Guerra Civil Russa; apoiou Lênin quando este ordenou o assassinato do Czar Nicolau Romanov II e de toda a Família Imperial; esmagou implacavelmente os soldados, operários, camponeses e marinheiros de Petrogrado e da base naval de Kronstadt quando estes, havendo percebido que a Revolução de Outubro de 1917 – de que tinham sido de longe os mais decisivos elementos – culminara numa brutal ditadura não do proletariado, mas sim contra este; criticou, certa vez, Stálin por este haver deixado vivos, em Leningrado, milhares de antigos nobres; e ainda teve a audácia de escrever que desejava a derrota e deposição de Stálin pelos nazistas de Hitler e o conseqüente fim da URSS.
Os virulentos ataques que Trótski dirigiu contra Stálin – com quem disputara o poder após a morte de Lênin -, acusando-o de “pequeno Napoleão” e mesmo de fascista, levaram os argentários das liberal-democracias plutocráticas e reacionárias do Ocidente a rejubilar-se, ingenuamente “convencidos de que se dera na Rússia um golpe de Brumário, devendo, por conseguinte, a revolução retroceder como acontecera em França no século passado.
Stalin serviu-se desse estado psicológico criado nos países capitalistas para obter deles toda a sorte de auxílios, quer sob a forma de um amigável comércio de importação e exportação, quer sob a de empréstimos para o incremento das indústrias da U.R.S.S. O que o capitalismo quer é ganhar dinheiro, não se incomodando com o aspecto moral de seus negócios, e uma vez que lhe eram asseguradas garantias de lucro e de intangibilidade, esse capitalismo sem alma tudo facilitou ao comunismo russo” (Plínio Salgado, “Doutrina e Tática Comunistas, 1956, pág. 17).
Diante das considerações expostas, fica claro que Trótski, com as diatribes que moveu contra Stálin, só fortaleceu a este último e que, ademais, caso houvesse tomado o poder na URSS, haveria sido Trótski no mínimo um tirano tão sanguinário quanto seu rival.
Espero que estas linhas sirvam para abrir a mente de alguns dos inocentes úteis que julgam ter sido Trótski um “santo” sob cujo governo a URSS haveria se transformado num verdadeiro paraíso terreno…
Antes de dar por terminado este pequeno texto, entretanto, urge admitir que Trótski, apesar de haver sido indiscutivelmente um indivíduo extremamente cruel, um verdadeiro monstro marxista, conforme demonstramos, teve uma grande qualidade que foi a bravura. Ao contrário dele, Stálin “jamais assume a responsabilidade por seus atos; manda matar e pune depois o executor dos assassínios, como fez com Yagoda e posteriormente com Yuzef; extermina milhares de oficiais do exército polonês na floresta de Katin e acusa os alemães desse crime; reparte a Polônia com Hitler e seu representante senta-se como juiz em Nuremberg para julgar os chefes hitleristas; proclama a liberdade religiosa e promove a campanha ateísta e a perseguição aos padres; premedita, resolve e executa o envenenamento de Máximo Gorki e faz punir o médico que aplicou a injeção fatal; une-se a Hitler, para animar os nazistas a se empenharem numa guerra, manda Thorez pregar a sabotagem e o derrotismo no exército francês, e quando a sorte das armas pende a favor dos aliados, negocia secretamente com Churchill a sua mudança de campo (o que ficou provado num discurso do “premier” britânico muito antes da invasão nazista na Rússia…); e, para preparar todos esses acontecimentos, favorece a subida de Hitler ao poder…
Nunca o mundo produziu um político mais falso, mais mentiroso, mais cínico do que Stalin” (Plínio Salgado, ob. Cit., pág. 22).

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Victor Emanuel Vilela Barbuy
“Ódio como elemento de luta; ódio cruel do inimigo, impelindo-nos
acima e além das limitações naturais das quais o homem é herdeiro e tranformá-lo numa efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar”
Ernesto “Che” Guevara

Em nossos dias não faltam inocentes úteis que admiram “Che” Guevara, usam camisetas com a foto deste indivíduo, repetem frases como “Hasta la victoria siempre!”, “Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás! ” e “Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” e pensam que ele era um pacifista e lutava pela liberdade e contra o imperialismo, chegando mesmo a compará-lo a Gandhi e até mesmo a Jesus Cristo.
Ora, como pode ser pacifista e lutar pela liberdade e contra o imperialismo um homem que, além de haver escrito as funestas linhas acima transcritas, admirava Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung (que estão – juntamente com o também comunista Pol-Pot, do Camboja, e Adolf Hitler – na lista dos mais sanguinários ditadores do século XX); um homem que assinou cartas com o pseudônimo de Stálin II e que, por ocasião de sua visita a Moscou, fez questão de depositar flores no túmulo do mais pérfido dos tiranos da extinta URSS, daquele que matou muito mais do que Hitler; um homem que rompeu com a mesma URSS por achar que ela estava ficando muito “liberal” para seu gosto; um homem que fuzilou milhares de pessoas inocentes de qualquer crime e pela ditadura castrista acusadas de “agentes da CIA” no ignóbil “paredón” da prisão de La Cabaña e que torturou barbaramente outras tantas; um guerrilheiro assassino (como se todos os guerrilheiros não fossem assassinos) que lutou a serviço do Imperialismo Russo em Cuba, no Congo e na Bolívia?

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Avante! Avante!
Pelo Brasil toca a marchar
Avante! Avante!
Nosso Brasil vai despertar!

Avante! Avante!
Eis que desponta outro arrebol,
Marchar, que é a primavera,
O que a Pátria espera
É um novo Sol.

Ei, avante brasileiro,
Mocidade Varonil!
Sob as bênçãos do Cruzeiro
Viverás pelo Brasil

Música e letra de Plínio Salgado.

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Sérgio de Vasconcellos

Ao Companheiro Valmir Soares Jr.

Nos dias finais de Novembro de 1935, vivendo o Brasil em plena Democracia, sob a égide da Constituição social-democrática de 1934, alguns Brasileiros, civis e militares, magnetizados pelo marxismo-leninismo – uma ideologia estrangeira, internacionalista, imperialista, materialista, totalitária e anti-democrática -, desfecharam um golpe revolucionário visando destruir as liberdades públicas e instaurar um Estado Totalitário. Tal revolução, mais conhecida pelo antipático nome de “Intentona Comunista”, custou a vida de dezenas de Brasileiros – muitos dos quais Integralistas -, e que teve sua nada heróica culminância no episódio tristemente célebre do 3º RI, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, quando militares comunistas assassinaram covardemente colegas de farda ainda dormindo. Apesar de toda a articulação – secreta e de procedência internacional -, a insurreição bolchevista estourou apenas nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, malogrando inteiramente. Ora, qual a principal razão do fracasso comunista?A ação fora minuciosamente concebida e a certeza de seu sucesso era tão grande, que Stálin enviou ao nosso País três comunistas de sua inteira confiança – que seriam os verdadeiros governantes do Brasil, agindo por trás de Luís Carlos Prestes, o líder oficial – Harry Berger, a esposa deste (Elise) e Olga Benário, que ao contrário da vulgata romântica, não se uniu a Prestes por “amor”, mas por ordem do Komintern… Se formos ouvir os discursos nas Comemorações oficiais do esmagamento do levante e de Homenagem aos seus Mortos, teremos a impressão que foi a pronta reação das Forças Armadas que impossibilitou o sucesso comunista. Por mais que nos desagrade desmentir as Autoridades Nacionais, particularmente, as das nossas Forças Armadas, que desde a Guerra Holandesa só tem honrado o Brasil, infelizmente, somos obrigados a dizer em nome da Verdade que, a versão oficial é falsa e que as explicações que até aqui têm sido dadas pelos historiadores para a derrota comunista em 1935, salvo as honrosas exceções de praxe, são insuficientes e equivocadas.

Então, perguntar-me-ão, afinal, qual é a Verdade?

Respondo:

A principal razão para o total fracasso da Revolução Comunista de Novembro de 1935 chama-se… INTEGRALISMO! Se os Militares chamam para si a inteira responsabilidade da vitória da legalidade, se os historiadores, em sua maioria, desconhecem os acontecimentos, isto não altera a substancialidade do fato histórico. Os Integralistas, os únicos Brasileiros que pressentiam estar sendo algo tramado contra o Brasil pela 3ª Internacional, foram os primeiros a opor-se ao levante comunista, inclusive apresentando-se em instalações militares – quando a cadeia de comando e comunicação do Exército estava completamente rota -, o que impediu que diversas unidades militares fossem tomadas ou sublevadas pelos Vermelhos, como por exemplo, meu Tio, Geraldo de Paula Lopes, a frente de um Grupo de Integralistas no Quartel de Campinho, no Rio de Janeiro. Todavia, a Heróica iniciativa dos Integralistas, que foi seguida pela ação de outros civis patriotas e finalmente pelas Forças Armadas, não teria talvez logrado o êxito obtido se muito antes de 1935, o Integralismo, não tivesses se lançado a tarefa de esclarecer o Povo Brasileiro e construir uma consciência cívico-política. Graças ao metódico trabalho da Acção Integralista Brasileira foi quase que por completa anulada a infiltração marxista nos Quartéis, o que privou a Revolução Comunista de elementos humanos preciosos, sem os quais a Revolução Vermelha já estava fadada ao fracasso. Curiosamente, se Militares e Historiadores ignoram ou fingem ignorar a participação vital do Integralismo no debelamento da revolta marxista, os derrotados, isto é, os Comunistas, reconhecem-na lealmente, o que se comprova por uma Carta-Circular de 1936, em que Prestes explicava o insucesso e, entre outras coisas, dizia:

“Eu pensava agir de outro modo bem diferente” – refere-se à revolução comunista de 1935 – “como já tinha tido oportunidade de me manifestar aos camaradas mais chegados, PRINCIPALMENTE DEPOIS DO FENÔMENO INTEGRALISTA, que escapou por completo às minhas cogitações. Informei em sessão secreta do Comintern que, antes de tentar qualquer golpe no Brasil, era necessário: “(…).“

3º) – EXTINGUIR OU PELO MENOS ENFRAQUECER O INTEGRALISMO”. O próprio Dimitroff o reconheceu: “Não foi possível vencermos no Brasil porque tivemos a leviandade de subestimar a força e a influência que o Integralismo representava”. Então, Dimitroff expede novas instruções gerais, em 1936: “1 – Exercitar as massas populares no movimento anti-nacionalista (fascismo, nazismo, “Croix du Feu”, INTEGRALISMO e outras organizações anti-comunistas); atrair para essa luta a pequena burguesia(classes liberais), reservando-lhes um lugar para as reivindicações que tiverem, na frente-popular democrática.

“(…)”. Enfim, o malogro da Revolução Comunista acabou por originar a seguinte diretiva, também de Dimitroff, que é seguida maquinalmente até hoje pelos comunistas e pela burguesia apátrida:

“Concentrant lê feu contre “les chefs” intégralistes et la politique hitlerienne du gouvernement, soulignant que ces “chefs” sont des agents des groupes les plus réactionnaires de l’impérialisme, il faut partout lutter pour lê front démocratique national-libérateur, surtout à la base y compris celle de l’Action Integraliste. Il faut mobiliser les masses pour qu’elles exigent des deux candidats (Armando Salles et José Américo) non des phrases vides pour la “démocratie”, mais une attitude nette devant les problèmes concrètes de la démocratization du pays, qui exige, pour commencer, la libération de Prestes e de sés compagnons, leur amnistie totale, l’établissement d’um regime de libertes démocratiques, etc”.

Traduzindo para o nosso idioma a parte que mais nos interessa desse precioso documento: “Concentrando o fogo contra “os chefes” integralistas (…), sublinhando que esses “chefes” pertencem aos grupos mais reacionários do imperialismo, lutar em toda a parte pela frente democrática nacional-libertadora, principalmente na base, incluindo a luta contra a Ação Integralista.(…)”.

Todas estas reflexões de caráter histórico são importantíssimas, quando sabemos que o marxismo – que muitos bisonhos acham que desapareceu com a sinistra União Soviética – está conspirando ativamente para instaurar no Brasil um Estado Totalitário, com o seu cortejo de horrores. Hoje, mais do que nunca, o Brasil necessita dos Integralistas, e que o exemplo dos Companheiros que nos antecederam na Revolução Integralista nos sirva de seguro farol de orientação na nossa luta por Deus, pela Pátria e pela Família.

Você quer saber mais?

VIVEIROS, de Custódio. Os Inimigos do Sigma. Rio de Janeiro: Livraria H. Antunes, 1936.

 

SALGADO, Plínio. O Communismo contra o Brasil. Rio de Janeiro: s/ed. 1937.

 

SALGADO, Plínio. Páginas de Combate. Rio de Janeiro: Livraria H. Antunes, 1937.

 

SALGADO, Plínio Discursos (1ª Série – 1946/1947) 1ª edição. São Paulo: Cia. Ed. Panorama, 1948.

 

SALGADO, Plínio. O Integralismo perante a Nação 4ª edição em “Obras Completas de Plínio Salgado” – vol. 9. São Paulo: Editora das Américas, 1955.

 

SALGADO, Plínio. Doutrina e Tática Comunistas (Noções Elementares) – 1ª edição. Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, 1956.

 

SALGADO, Plínio. Livro Verde da Minha Campanha 2ª edição. Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira, 1956.

 

SALGADO, Plínio. Palestras com o Povo (Irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo em 1957 e 1958). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira – 1959.

 

SALGADO, Plínio. O Integralismo na Vida Brasileira. Rio de Janeiro: Edições GRD/Livraria Clássica Brasileira – s/d.

Plínio Salgado

Nos jornais e revistas que o Integralismo publicou em 1932 a 1937, em livros desse período e dos anos posteriores até hoje, até o presente, foi exposto o pensamento dos adeptos do Sigma sobre Educação, quer no tocante aos aspectos gerais do problema, seus fundamentos filosóficos e sua objetivação, assim como no referente a setores particulares ou especializados das atividades educacionais.

Obedecendo, embora à mesma orientação filosófica, os autores escreveram segundo interpretações pessoais, produzindo trabalhos esparsos, sem a preocupação de realizar uma sistemática educacional. No entanto se verifica em todos esses escritos, um único pensamento: o da educação integral, para o homem integral.

Se a educação visa a formação do Homem, cumpre, antes de tudo, firmar um conceito do Homem. Segundo o critério Integralista, o Homem deve ser tomado no conjunto de sua personalidade. E para se ter essa noção de conjunto, temos de considerar o Ser Humano: 1ª) – como ele é; 2º) – como funciona subjetivamente; 3º) – como funciona, para atingir a plena realização de si mesmo, no meio social.

Para o Integralismo, o Homem é uma dualidade consubstancial exprimindo-se numa unidade substancial, definição de Boécio que nos faz compreender que o Homem não é apenas corpo, nem apenas espírito, mas as duas coisas intimamente ligadas. Diremos mais claramente: o Homem é um ser racional, criado à imagem e semelhança de Deus, seu criador, com direitos e deveres inerentes e decorrentes da sua racionalidade e da sua finalidade. O objetivo principal do Homem é, portanto, a realização plena da sua personalidade segundo sua natureza e seu destino.

O papel, por conseguinte, da Educação, é dar ao Homem os meios para que essa realização se efetive. Essa primeira consideração quanto ao que o Homem é, leva-nos à segunda, que passa do campo da filosofia para o da especialização psicológica, fisiológica e biológica, para sabermos como o Homem funciona segundo ele próprio, segundo a sua natureza corporal e espiritual. Sendo toda obra educativa uma interferência de alguém em alguém, ela pode tornar-se uma coação, no sentido de deturpar, deformar ou transformar a personalidade. Não iremos ao exagero de Rousseau e dos excessos individualistas, mas, não podemos deixar de reconhecer que a melhor das educações é a que não violente a pessoa humana, conformando-a para finalidades outras que não sejam a própria finalidade do Homem, segundo sua natureza e seu destino decorrente dessa mesma natureza.

Fala-se hoje em “educar para a democracia”, “educar para a liberdade”, “educar para o nacionalismo”, “educar para o socialismo”, “educar para o desenvolvimento econômico e técnico”; só não se fala em preparar o Homem para si mesmo.

Mas é aqui que transitamos do campo da psicologia, da fisiologia, da biologia, que compreende a educação moral, física e estética, para entrarmos no campo da sociologia, isto é, do funcionamento do Homem no meio social, não só para que este seja beneficiado pelo esforço e cooperação de cada um e de todos, como para que seja cada um beneficiado pela soma e condições de bens comuns que constituem a zona de condomínio de todas as pessoas e grupos naturais.

Esta terceira consideração sobre a finalidade da educação oferece-nos novos dados para uma melhor compreensão da personalidade. Longe de diminuir a potencia de afirmação do Ser Humano, o convívio e a participação no meio social elevam o índice dessa potencialidade. Em última análise, a personalidade não é apenas o Ser em Si, mas o Ser em face de outros Seres. Personalidade é consciência de diferenciação. A diferenciação é resultante de comparação. E a comparação se efetiva no convívio.

É no convívio que se exprimem as diversidades de vocações, de aptidões, de tipos de inteligência, de temperamento, como se notam as afinidades, as semelhanças, as preferências. Segundo as diversidades os homens trocam benefícios; segundo as afinidades, fortalecem o esforço realizador e defendem seus interesses naquilo que estes têm de comum. A personalidade individual se fortalece pela sua participação numa família (diferente das outras) onde, por sua vez é um membro diferenciado dos demais; pela participação no grupo profissional (distinto dos outros grupos profissionais); pela participação na associação cultural; pela participação no Município ou na Província, na Sociedade Religiosa, no Grupo Nacional. Além dos caracteres físicos e psicológicos diferenciadores, o convívio social oferece a identificação de família, e profissão, de grau de cultura, de municipalidade, de provincialidade, de religião, de nacionalidade.

A educação, portanto, no sentido de instruir para maior eficiência na cooperação social completa a que visa dar-lhe expansão plena no seu desenvolvimento físico e espiritual.

Este, em linhas gerais, o conceito da educação decorrente da filosofia integralista e dos seus critérios interpretativos dos valores humanos, sociais e nacionais.

Você quer saber mais?

(Excerto extraído das págs. 7, 8, 9, 10, e 11 de “O Integralismo e a Educação” – Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD – s/data – 217 págs. – “Enciclopédia do Integralismo” – Vol. IX).