O SILÊNCIO DOS LOBOS

Publicado: junho 16, 2012 em Contos, Geral, História
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Pense em alguém que seja poderoso… Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”. Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Ana Bonadia

 Você quer saber mais?

http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com.br

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Plínio Salgado

Nos jornais e revistas que o Integralismo publicou em 1932 a 1937, em livros desse período e dos anos posteriores até hoje, até o presente, foi exposto o pensamento dos adeptos do Sigma sobre Educação, quer no tocante aos aspectos gerais do problema, seus fundamentos filosóficos e sua objetivação, assim como no referente a setores particulares ou especializados das atividades educacionais.

Obedecendo, embora à mesma orientação filosófica, os autores escreveram segundo interpretações pessoais, produzindo trabalhos esparsos, sem a preocupação de realizar uma sistemática educacional. No entanto se verifica em todos esses escritos, um único pensamento: o da educação integral, para o homem integral.

Se a educação visa a formação do Homem, cumpre, antes de tudo, firmar um conceito do Homem. Segundo o critério Integralista, o Homem deve ser tomado no conjunto de sua personalidade. E para se ter essa noção de conjunto, temos de considerar o Ser Humano: 1ª) – como ele é; 2º) – como funciona subjetivamente; 3º) – como funciona, para atingir a plena realização de si mesmo, no meio social.

Para o Integralismo, o Homem é uma dualidade consubstancial exprimindo-se numa unidade substancial, definição de Boécio que nos faz compreender que o Homem não é apenas corpo, nem apenas espírito, mas as duas coisas intimamente ligadas. Diremos mais claramente: o Homem é um ser racional, criado à imagem e semelhança de Deus, seu criador, com direitos e deveres inerentes e decorrentes da sua racionalidade e da sua finalidade. O objetivo principal do Homem é, portanto, a realização plena da sua personalidade segundo sua natureza e seu destino.

O papel, por conseguinte, da Educação, é dar ao Homem os meios para que essa realização se efetive. Essa primeira consideração quanto ao que o Homem é, leva-nos à segunda, que passa do campo da filosofia para o da especialização psicológica, fisiológica e biológica, para sabermos como o Homem funciona segundo ele próprio, segundo a sua natureza corporal e espiritual. Sendo toda obra educativa uma interferência de alguém em alguém, ela pode tornar-se uma coação, no sentido de deturpar, deformar ou transformar a personalidade. Não iremos ao exagero de Rousseau e dos excessos individualistas, mas, não podemos deixar de reconhecer que a melhor das educações é a que não violente a pessoa humana, conformando-a para finalidades outras que não sejam a própria finalidade do Homem, segundo sua natureza e seu destino decorrente dessa mesma natureza.

Fala-se hoje em “educar para a democracia”, “educar para a liberdade”, “educar para o nacionalismo”, “educar para o socialismo”, “educar para o desenvolvimento econômico e técnico”; só não se fala em preparar o Homem para si mesmo.

Mas é aqui que transitamos do campo da psicologia, da fisiologia, da biologia, que compreende a educação moral, física e estética, para entrarmos no campo da sociologia, isto é, do funcionamento do Homem no meio social, não só para que este seja beneficiado pelo esforço e cooperação de cada um e de todos, como para que seja cada um beneficiado pela soma e condições de bens comuns que constituem a zona de condomínio de todas as pessoas e grupos naturais.

Esta terceira consideração sobre a finalidade da educação oferece-nos novos dados para uma melhor compreensão da personalidade. Longe de diminuir a potencia de afirmação do Ser Humano, o convívio e a participação no meio social elevam o índice dessa potencialidade. Em última análise, a personalidade não é apenas o Ser em Si, mas o Ser em face de outros Seres. Personalidade é consciência de diferenciação. A diferenciação é resultante de comparação. E a comparação se efetiva no convívio.

É no convívio que se exprimem as diversidades de vocações, de aptidões, de tipos de inteligência, de temperamento, como se notam as afinidades, as semelhanças, as preferências. Segundo as diversidades os homens trocam benefícios; segundo as afinidades, fortalecem o esforço realizador e defendem seus interesses naquilo que estes têm de comum. A personalidade individual se fortalece pela sua participação numa família (diferente das outras) onde, por sua vez é um membro diferenciado dos demais; pela participação no grupo profissional (distinto dos outros grupos profissionais); pela participação na associação cultural; pela participação no Município ou na Província, na Sociedade Religiosa, no Grupo Nacional. Além dos caracteres físicos e psicológicos diferenciadores, o convívio social oferece a identificação de família, e profissão, de grau de cultura, de municipalidade, de provincialidade, de religião, de nacionalidade.

A educação, portanto, no sentido de instruir para maior eficiência na cooperação social completa a que visa dar-lhe expansão plena no seu desenvolvimento físico e espiritual.

Este, em linhas gerais, o conceito da educação decorrente da filosofia integralista e dos seus critérios interpretativos dos valores humanos, sociais e nacionais.

Você quer saber mais?

(Excerto extraído das págs. 7, 8, 9, 10, e 11 de “O Integralismo e a Educação” – Rio de Janeiro – Livraria Clássica Brasileira/Edições GRD – s/data – 217 págs. – “Enciclopédia do Integralismo” – Vol. IX).

COISAS QUE O GAÚCHO FALA

Publicado: junho 15, 2012 em Uncategorized

Gaúcho

Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.
Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.

É uma teoria – mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: “Mas que frescura é essa de neurose, tchê?”.

Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la.

Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.

Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais.
Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é “Chimarrão”, do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: “E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão.” (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País. Não é verdade – mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.

O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!!).

Além do gaúcho, chamado de machista”, qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor). Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: “legal às pampas”, uma expressão que, por sinal, veio de lá.

Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!

Arnaldo Jabor